terça-feira, 23 de novembro de 2010

mundo estranho

um mundo incompleto que alguém não terminou de desenhar.
li por ai sobre homens e dinossauros.
mundo estranho.

um mundo incompleto que não terminei de imaginar.
li por ai sobre pessoas e animais.
um mundo estranho.

li por ai sobre homens, pessoas, estranhos.
um mundo que pra mim é incompleto.
um mundo que não terminaram de desenhar.
difícil de imaginar.



estranho.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

e do nada uma tempestade veio e não cessou.

Esse ano, mesmo que não esteja no fim, foi bem difícil. Acontecimentos tão marcantes que fizeram de mim um ser frágil perto desses que se seguem. Mudanças inesperadas, ou não, me fazem pensar que eu nunca estou e nunca estaria preparada para uma série de coisas que a vida tem a me propor.
Iniciei uma vida adulta cheia de surpresas, onde eu tenho que encarar tudo como uma menina crescida, uma mulher, e não mais como uma adolescente recém saída do colégio. Eu me dei responsabilidades e criei uma série de parâmetros que imagino, e acredito, serem certos.
Depois de longas conversas com meu pai, que descobri recentemente ser um grande amigo, reparei que ao contrário do que imaginava houve sim um crescimento e mudança de perspectiva de vida. Aos 15 anos eu era o tipo de menina que carregava cicatrizes no braço, pernas e tentativa de suicídio. Hoje sou uma menina que carrega cicatrizes sim, mas como experiência de vida e amadurecimento.
Descobri de diversas maneiras que eu vim para correr riscos e ter medo sim. Mas o que mais me marcou foi o sentimento de perda tão sentido nos últimos tempo.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

discurso de um dia longo.

Eu embarquei em uma viagem sem volta, numa Van branca cheia de felicidade. Nada pareceu certo para mim, nada fazia sentido e por mais que eu tentasse não me sentia a vontade, afim de fazer algo.
Eu embarquei numa Van, numa gelada incrível e estranha noite de primavera paulistana. Sem medo, sem entender bem... sem rumo.
Coisas que já me fizeram ter vontade de viver, agora já não existem mais.
Rumo?
As voltas que o mundo dá são só mais voltas.
Palavras já bem conhecidas.
Eu escrevo hoje pro nada, pra ninguém.
Sei que posso fazer desse meu diário se quiser.
Minha dislexia não permite.
Minhas mágoas não são mais apenas minhas
Minha vontade de ficar só e buscar um motivo real para entender tudo.
Já não sei quem vai estender a mão nesse momento frígido, imaturo. Se eu não o fiz... Autopiedade. Santa escrotisse.
Não acredito que nas minhas próprias lágrimas, não podem ser reais.
Não acredito que sou incapaz de usar os dois ao mesmo tempo, vai ver um deles está morto.
A felicidade da Van branca, não fiz parte dela.
A Van branca me levou pra casa assim como sai.
A noite incrível não era minha.
Nada mais me pertence.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

a vida tá me dando caminhos
caminhos, acho que não estou pronta pra seguir
a vida tá me dando caminhos
assim que escolher não tem mais como sair
estradas sem voltas
viagens que de longe sei
novos caminhos
novas mudanças
muitas voltas.

sábado, 23 de janeiro de 2010

despedidas

Agente acha que quando chega a 6a vez você já se acostumou com o processo, e eu sempre imaginei que seria forte nessas horas. Existem coisas que agente não se acostuma mesmo, depilação a cera fria é uma delas, mas não é esse tipo de coisa a que me refiro.
Sempre pensei que despedidas seriam fáceis quando feitas com frequência, e que ficar sem a mãe seria natural. Com uma nova rotina de trabalho descobri que na verdade não é. Despedidas são e sempre serão tristes, é uma coisa com que não consigo me acostumar ainda.