quinta-feira, 30 de junho de 2011

eu faço parte dos jovens desesperados por atenção
dos jovens que gostam de momentos sozinhos
dos jovens com ataques suicidas
dos jovens melancólicos
faço parte do novo grupo de jovens
que busca a felicidade num maço de cigarros
dos jovens que vem álcool como solução
dos novos jovens depressivos
dos novos loucos sensatos.

jovens de corpo.
velhos de alma.
imaturos.
sonhadores.
Eu sinto todo dia um novo tapa na cara da vida.
Vida, sua filha da puta mais linda da cidade, por que agente só aprende a te entender depois de sentir coisas que não quer?
Pessoas vem e vão nas nossas vidas e você, muitas vezes, nem percebe como são essenciais. não é culpa sua, não. a sua vida, o seu destino colocou tudo, arrumou, arquitetou tudo.
alguns sabem como ela é, outros se deixam ser carregados, eu prefiro fingir que ela é analfabeta e que a minha ela imagina deitada no centro cultural como nos velhos tempos, sem moleskines para serem escritos.
Eu com certeza não sou a mesma de alguns anos atrás, e sei que daqui alguns anos serei menos do que sou hoje. alinne hoje é uma pequena parcela dos desejos, anseios, de sonhos da alinne lá atrás que um dia pensou em ser famosa. parte da moral se perdeu, ficou, com o tempo, guardada em um canto qualquer. sou mais trapaceira do que muitos imaginam. ser inocente hoje só se fode. a vida não vai deixar passar. perdi com o tempo o que me ensinaram a ser.
Algumas pessoas são colocadas na nossa vida pra fazer agente mudar. e mudança sempre vai desagrada alguém, meu bem. é como eu disse, as pessoas não aparecem na sua vida por acaso. elas são um teste, são as peças do jogo, de um que no fim vai te dar um tapa na cara e dizer a você apontando o dedo na sua alma que você deve mudar.
E é assim que seguimos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

pedido de desculpas ao avesso

a vida prega peças e o amor é a coisa mais difícil de se entender. nós somos tão capazes de perdoar certas coisas visando "felicidade"... coisas que no fundo mesmo só nos maltratam. o caminho mais fácil nem sempre é o melhor. fazer coisas sem pensar e nos desculparmos no fim, de que adianta fazer o que eu fiz? o que ele fez? um amigo não faz esse tipo de coisa.
eu to sem um rumo certo agora, to nas tuas mãos. fato é que o que eu fiz não tem perdão. o caminho de volta é um labirinto nada fácil, um quebra-cabeça de mil peças com várias faltando.
fui o bobinho da história. fui eu no meio de pessoas que eu acreditava muito. verdades, culpas e segredos sendo lançados contra o ventilador. eu tinha que me enterrar e esquecer que o mundo existe e que a pessoas na maioria das vezes não são flores, e sim ervas daninhas.
confusa? não sei mais o que fazer... agora sei em quem acreditar.
quero estar ao seu lado se você permitir, quero ficar com você.
se te falar que te amo, você não entenderia, mas de amo como a minha vida.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

que atire a primeira pedra a mulher que nunca se tocou.
se ter prazer é pecado, então de que adianta viver?
Hoje uma grande amiga me contou que lia essa minha bagunça de "rabiscos" e pensamentos. é engraçado saber que uma pessoa se importa pelo que você tem a oferecer... meu "diário aberto" contribuindo como meu ego, ahahhaha.
Escrever as minhas pequenas merdas e desabafos medíocres nunca foi uma opção pra mim. A primeira opção pra tudo era muito mais simples e prática, afinal não exigia pensamento. Chame de emo quem quiser, mas eu cortava os pulsos no final, como uma saída de emergência sim. Me mordia, tacava a cabeça na parede, me machucava mesmo. Até lembrar que eu não precisa daquilo, eu podia passar a noite em claro e beber um litro de café, podia apelar pro álcool no fim de semana, podia ficar sem os meus pulmões. Não importa o que eu fizesse, eu tava estragando o meu único meio de transporte natural.
Eu escrevo pra mim mesma, mas gosto quando alguém lê... boba né?? É assim... num desabafo eu posso estar expressando um sentimento único ou compartilhado... ou uma bobeirinha que alguém pode acabar gostando. Sei lá. Se eu escrevesse pra mim e nunca tornasse minhas palavras livres talvez isso não funcionasse como uma sessão psiquiátrica, fosse mais um caderno de pensamentos tristes, desabafos continuos, raiva e dúvidas.

As vezes eu escrevo pra que aquela pessoa leia. E essas pessoas nunca lêem...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

você tá longe pra caralho, eu to carente pra caralho, sinto sua falta pra caralho e ao invés de falar que me ama, você vira e fala que vai deitar.
não consigo entender, não consegue conversar...
e a confiança? o afeto? o carinho? as promessas? a atenção?
você é a única pessoa pra quem "posso" contar TUDO e nunca me ouve, nunca tem paciência pra mim.
É engraçado, de verdade, o fato deu achar que escrever sobre os meus sentimentos num blog sem acesso vai fazer diferença no que chamo de vida. Acreditar que eu tenho capacidade de escrever algo interessante nos meus momentos mais angustiantes é mais do que ser egocêntrica, é pensar que de um sofrimento momentâneo escrito, eu posso tirar um sorriso no futuro.
Eu fazendo um stencil tosco de um pensamento infeliz, é assim como me vejo agora, lendo as babaquices que já me submeti, essas que tem formatos e jeitos tão adequados e massificados que só de bater o olho você sabe o que é: um blog clichê, já pelo seu título.
Não acredito mais em minhas palavras, não acredito mais na minha visão... Hoje eu sou apenas palavras cuspidas, escarradas. Palavras que na verdade mostram meu eu atual e não mostram merda nenhuma.
É triste ver o que a minha tristeza faz comigo... "querido diário" e caderninho cor de rosa não é século XXI.