segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

pedido de desculpas ao avesso

a vida prega peças e o amor é a coisa mais difícil de se entender. nós somos tão capazes de perdoar certas coisas visando "felicidade"... coisas que no fundo mesmo só nos maltratam. o caminho mais fácil nem sempre é o melhor. fazer coisas sem pensar e nos desculparmos no fim, de que adianta fazer o que eu fiz? o que ele fez? um amigo não faz esse tipo de coisa.
eu to sem um rumo certo agora, to nas tuas mãos. fato é que o que eu fiz não tem perdão. o caminho de volta é um labirinto nada fácil, um quebra-cabeça de mil peças com várias faltando.
fui o bobinho da história. fui eu no meio de pessoas que eu acreditava muito. verdades, culpas e segredos sendo lançados contra o ventilador. eu tinha que me enterrar e esquecer que o mundo existe e que a pessoas na maioria das vezes não são flores, e sim ervas daninhas.
confusa? não sei mais o que fazer... agora sei em quem acreditar.
quero estar ao seu lado se você permitir, quero ficar com você.
se te falar que te amo, você não entenderia, mas de amo como a minha vida.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

que atire a primeira pedra a mulher que nunca se tocou.
se ter prazer é pecado, então de que adianta viver?
Hoje uma grande amiga me contou que lia essa minha bagunça de "rabiscos" e pensamentos. é engraçado saber que uma pessoa se importa pelo que você tem a oferecer... meu "diário aberto" contribuindo como meu ego, ahahhaha.
Escrever as minhas pequenas merdas e desabafos medíocres nunca foi uma opção pra mim. A primeira opção pra tudo era muito mais simples e prática, afinal não exigia pensamento. Chame de emo quem quiser, mas eu cortava os pulsos no final, como uma saída de emergência sim. Me mordia, tacava a cabeça na parede, me machucava mesmo. Até lembrar que eu não precisa daquilo, eu podia passar a noite em claro e beber um litro de café, podia apelar pro álcool no fim de semana, podia ficar sem os meus pulmões. Não importa o que eu fizesse, eu tava estragando o meu único meio de transporte natural.
Eu escrevo pra mim mesma, mas gosto quando alguém lê... boba né?? É assim... num desabafo eu posso estar expressando um sentimento único ou compartilhado... ou uma bobeirinha que alguém pode acabar gostando. Sei lá. Se eu escrevesse pra mim e nunca tornasse minhas palavras livres talvez isso não funcionasse como uma sessão psiquiátrica, fosse mais um caderno de pensamentos tristes, desabafos continuos, raiva e dúvidas.

As vezes eu escrevo pra que aquela pessoa leia. E essas pessoas nunca lêem...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

você tá longe pra caralho, eu to carente pra caralho, sinto sua falta pra caralho e ao invés de falar que me ama, você vira e fala que vai deitar.
não consigo entender, não consegue conversar...
e a confiança? o afeto? o carinho? as promessas? a atenção?
você é a única pessoa pra quem "posso" contar TUDO e nunca me ouve, nunca tem paciência pra mim.
É engraçado, de verdade, o fato deu achar que escrever sobre os meus sentimentos num blog sem acesso vai fazer diferença no que chamo de vida. Acreditar que eu tenho capacidade de escrever algo interessante nos meus momentos mais angustiantes é mais do que ser egocêntrica, é pensar que de um sofrimento momentâneo escrito, eu posso tirar um sorriso no futuro.
Eu fazendo um stencil tosco de um pensamento infeliz, é assim como me vejo agora, lendo as babaquices que já me submeti, essas que tem formatos e jeitos tão adequados e massificados que só de bater o olho você sabe o que é: um blog clichê, já pelo seu título.
Não acredito mais em minhas palavras, não acredito mais na minha visão... Hoje eu sou apenas palavras cuspidas, escarradas. Palavras que na verdade mostram meu eu atual e não mostram merda nenhuma.
É triste ver o que a minha tristeza faz comigo... "querido diário" e caderninho cor de rosa não é século XXI.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

alguém um dia me disse que pr'um texto ficar bom devemos procurar palavras bonitas.
quem sabe... ?

questão

a autocrítica as vezes me completa verdadeiramente, mas fazer um blog para isso seria extremar uma causa ainda indefinida ou apenas um meio de chamar a atenção alheia? (apesar de ter a mais completa certeza de que não há um ser na terra que leia isso)
o questionamento que me cerca faz com que nada pareça real muitas vezes, que tudo isso não passa de uma ilusão passageira, porém longa... como um flash back sem fim.
seriam lições de vida ainda não identificadas ou minha vida sendo divida em cenas, tomadas, takes de um longa metragem?

minha vida passando em 30mm